Como se da a percepção das cores pelo olho humano

A visão humana da cor

O olho humano é o órgão responsável pela recepção da visão. O olho é formado pelo globo ocular que é uma esfera com aproximadamente 2,5 cm de diâmetro. Quando você fixa o olhar sobre um objeto, a imagem deste objeto atravessa à córnea, depois passa pela íris – que é responsável por regular a quantidade de luz recebida por meio da pupila.
Após atravessar o cristalino, a imagem é focada sobre a retina (invertida, depois o cérebro acerta isto!). Você conhece o mecanismo de uma máquina fotográfica? Nosso globo ocular pode ser comparado a uma máquina fotográfica, onde o cristalino seria a objetiva, a íris o diafragma e a retina seria a placa ou película. Quando a imagem chega ao cristalino, ela é ajustada, sendo levada para trás ou para frente, permitindo que ela se projete sobre a retina.

Cones e Bastones

Os bastonetes permitem a visão para intensidades luminosas muito pequenas (noite, crepúsculo). Recebem apenas impressão de luminosidade e nenhuma impressão cromática. Por isto quando saímos da cama à noite, no escuro, os objetos coloridos aparecem sem cor, nossa visão está por conta dos bastonetes. Os bastonetes  não percebem diferenças finas de forma e cor. Os cones permitem a impressão colorida em claridades média e grande (visão diurna), a imagem fornecida é mais nítida e detalhada.

Existem 3 tipos de cones, os azuis, os vermelhos e os verdes. Eles são chamados assim, pois o cone azul é ativado por ondas de comprimento muito aproximado às que formam a cor azul, também chamadas de ondas curtas, enquanto os cones verdes se sensibilizam por ondas de comprimento próximo ao verde, também, chamadas de ondas médias e os cones vermelhos com ondas de comprimento próximo ao vermelho, também chamadas de longas.
Assim, as cores vermelho, azul e verde são as 3 cores que nossos olhos captam. Todas as outras cores que vemos são formadas a partir dessas 3 cores. Por isso essas 3 cores são consideradas as cores  primárias da visão e também da síntese aditiva de cor.

O olho é mais sensível  a tons amarelos e verdes ( olha o gráfico abaixo)…

Isso explica o fato dos visores noturnos militares e de camêras fotográficas/filmadoras possuírem essa cor.

Campo visual

A capacidade de percepção das cores está diretamente relacionada ao campo visual. A distribuição das células foto receptoras não é uniforme. Olhe a figura 2.5, na área central existem apenas células do tipo cone (1), no campo central (2) existem células do tipo cone e bastonetes, na área periférica encontram-se apenas bastonetes (3). Na região da fóvea (1) ocorre a projeção da imagem do objeto focalizado. Nós enxergamos com nitidez somente objetos focados na fóvea. Essa permite que a luz atinja os fotorreceptores sem passar pelas demais camadas da retina, maximizando a acuidade visual.

Os bastonetes, ausentes na fóvea, são encontrados principalmente na retina periférica, sendo responsáveis pela transmissão de informações para as células ganglionares. No fundo do olho está o ponto cego, insensível à luz, não há cones nem bastonetes, dele emergem o nervo óptico e os vasos sangüíneos da retina.

Segundo Winkler (2000), a área central da visão (1) é a responsável pela leitura e deve receber máxima percepção e contraste. O campo central (2) deve contrastar com a área central, com uma relação de 2:1, e o campo visual periférico não deve exceder de 10:1. A área periférica percebe apenas movimentos e vultos.

Formaçao de imagens coloridas

na retina

Durante todo o processo da percepção visual o cristalino se modifica se adapta, de modo a focalizar sobre a retina a imagem do objeto visualizado. A acomodação e a convergência do cristalino dependem da cor do objeto visualizado. Isto acontece porque as ondas verde, azul e vermelha convergem a diferentes distâncias da retina.
Na figura abaixo é possível observar que as ondas vermelhas convergem além da superfície da retina, enquanto os comprimentos de onda verdes sobre a retina e azuis convergem antes da retina. Quando focalizamos objetos avermelhados, o cristalino se torna mais convexo, como se o objeto estivesse próximo do observador. Quando focalizamos um objeto azul, o cristalino fica menos convexo (mais relaxado), como se objeto estivesse distante.

O uso de cores intensas causa fadiga visual justamente pela necessidade constante de adaptação do cristalino. Imagineo uso do azul e do vermelho simultaneamente, as diferentes profundidades de foco seriam fatigantes!

2 Comentários »

  1. Felipe Said:

    Qual foi a bibliografia usada neste post?

  2. grasiely fernada Said:

    isto me ajudou muito gostei


{ RSS feed for comments on this post} · { TrackBack URI }

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: